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sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Record - 22-11-2013

Tiago Pinto: «De corpo e alma por boas exibições»
VAI ESTREAR-SE A TITULAR NA LIGA FRENTE AO ESTORIL
Sexta-Feira, 22 novembro de 2013 | 09:51
Autor: LUÍS LEAL
Fotos: MANUEL ARAÚJO

Lateral diz haver alguma falta de sorte nos jogos em Vila do Conde.
Tiago Pinto está a poucos dias de estrear-se no presente campeonato na condição de titular, frente ao Estoril. Odefesa-esquerdo de 25 anos, filho do antigo internacional João Vieira Pinto, cumprirá aquele que será o seu 69.º jogo na 1.º Liga, ele que já havia somado alguns minutos na 1.ªjornada, frente ao Belenenses, e os restantes em anteriores épocas com as camisolas de Rio Ave e Trofense.

A seu favor está a ausência de Edimar, o titular indiscutível de Nuno Espírito Santo, que vai cumprir castigo. No plantel vila-condense, recorde-se, não há outra alternativa. “O facto de Edimar estar castigado para o próximo jogo nada tem a ver com a minha possível inclusão na equipa”, começou por referir Tiago Pinto, em declarações a Record, frisando ser “bom” haver “concorrência para a posição de cada jogador”.

Apesar de ainda só ter sido utilizado em três encontros oficiais – entrou ao cair do pano na 1.ªjornada, em Belém, e foi titular na Taça de Portugal, frente a Esperança de Lagos e Sertanense –, Tiago Pinto garante estar “de corpo e alma” no Rio Ave. “O meu contrato acaba em 2014 e espero cumpri-lo até ao final. Trabalho sempre para conseguir boas exibições”, salientou o camisola 15.

A sua estreia como titular nesta edição da 1.ª Liga vai acontecer num jogo caseiro. Ora, o clube tem-se dado mal nos Arcos. Venceu o Nacional por 2-0 na 2.ªjornada, a que se seguiram três derrotas, e sem qualquer golo marcado. “Esse registo deve-se ao facto de, durante o jogo, haver ocorrências pontuais de alguma falta de sorte e de isso ser aproveitado pelos rivais, porque entramos em qualquer encontro para ganhar”, explicou. As duas experiências que já teve como titular, na Taça, foram positivas. “Senti-me bem na Taça, pois qualquer jogador tem facilidade em integrar-se como titular”, apontou.

http://www.record.xl.pt/Futebol/Nacional/1a_liga/rio_ave/interior_premium.aspx?content_id=854939

domingo, 10 de novembro de 2013

Record - 10-11-2013

Rio Ave-Sertanense, 4-2: Sertanense só reagiu quando estava fora
RIO AVE GANHAVA AO INTERVALO POR 4-0
Domingo, 10 novembro de 2013 | 23:59
Autor: ANTÓNIO MENDES
O Rio Ave lá largou o estigma dos jogos em casa, pelo menos até voltar ao campeonato, em que a equipa de Nuno Espírito Santo perdeu os três últimos encontros. A receção ao Sertanense acabou por se transformar num mero pormenor, com tudo resolvido ainda na 1.ª parte, começando com um tiro de Tarantini, logo aos 12’, a fazer lembrar o golo do médio em Braga há uma semana.

Consulte o direto do encontro.

Esse foi o momento que ditou tudo o que se passou a seguir, pois os bravos jogadores do Sertanense mantiveram a postura de atacar sempre que possível, mas cada momento de recuperação de bola dos médios do Rio Ave deu... golo.

Tarantini cabeceou à barra antes da recarga de Braga para o 2-0, Hassan lá marcou com o seu de pé direito e depois combinou bem com Del Valle para o 4-0. Tudo isto ainda antes do intervalo. Missão cumprida, venha o próximo adversário na Taça de Portugal, e já pouca gente se lembrava nesta altura que o Sertanense começara muito bem o jogo, obrigando o Rio Ave a recuar as linhas nos primeiros dez minutos em que nem sequer permitiu aproximações à baliza de Paulo Salgado. Mas como se sabe, o primeiro milho é para os pardais e depois foi cada tiro, cada melro...

A boa notícia para este jogo, ou melhor a grande notícia, é que a 2.ª parte não se transformou numa mera missão de prestação de serviços, pois o Sertanense mostrou aí toda a sua raça e chegou até a provocar sensação em Vila do Conde.

Reação

A equipa de João Sousa começou por diminuir a diferença num grande golo de Traquina, culminando uma excelente jogada individual, a desviar a bola da saída de Ederson. O guarda-redes brasileiro do Rio Ave acusou esse toque e não conseguiu depois travar uma bomba de Renato que foi para o meio da baliza. Tudo isto em apenas dez minutos e com o mérito da equipa da Sertã, que conseguiu pôr o Rio Ave em sentido, obrigando Nuno Espírito Santo a corrigir posições e, acima de tudo, a solicitar nova “entrada” no jogo dos seus jogadores.

Muito bom para o encontro que ganhou nova emoção; mas aos poucos os vila-condenses foram voltando ao controlo das operações, sem que antes não tivessem apanhado mais três grandes sustos. Aí valeu André Vilas Boas e Tiago, ambos a salvar em cima da linha os remates de Kiki e Dino, na sequência de dois cantos. Aos 64’, Renato ainda acertou com estrondo na barra, e a bela e corajosa reação do Sertanense ficou-se por aí.

A realidade é que os visitantes estavam fora da Taça quando foram para o intervalo a perder por 4-0.

MELHOR EM CAMPO

Tarantini. Aos cinco minutos já estava aos berros com os seus companheiros, pedindo empenho. Marcou o 1.º golo e está na origem do 2.º

MOMENTO

O golo de Tarantini, logo aos 12 minutos, deu o mote para a resolução célere da eliminatória e o Rio Ave respirou logo aí...

NÚMERO

7 - O Sertanense equilibrou o jogo na 2.ª parte e conquistou tantos cantos como o Rio Ave

http://www.record.xl.pt/Futebol/Nacional/taca_portugal/interior_premium.aspx?content_id=853315

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Record - 4-11-2013

Sp. Braga-Rio Ave, 0-1: Cabeça atarantada sem sorte nem juízo
TEIA DE VILA DO CONDE PRENDE GUERREIROS A SÉRIE NEGRA DE DESAIRES
Segunda-Feira, 4 novembro de 2013 | 01:10
Autor: VÍTOR PINTO
Fotos: AMÂNDIA QUEIRÓS


O Sp. Braga entrou oficialmente em crise e perdeu a escassa margem de manobra que ainda lhe restava junto dos adeptos. O cenário de uma 4.ª derrota consecutiva para o campeonato – após os despistes contra Sporting, Nacional e Académica – era impensável mas... aconteceu.

Consulte o direto do encontro.

António Salvador já foi ao balneário pedir responsabilidades, as claques já invadiram um treino, os pesos-pesados do balneário já prometeram vezes sem conta uma resposta à altura dos pergaminhos. Mesmo assim, o futebol praticado é confrangedor, o ataque inoperante, a defesa treme e nem a qualidade individual, teoricamente superior à da maioria dos oponentes, altera a balança.

O Rio Ave nem precisou de elevar o nível de jogo para satisfazer o seu vício de somar bons resultados fora de casa (10 pontos esta época). Nuno Espírito Santo montou uma teia verde que, de forma organizada e confortável, se foi divertindo com laivos de masoquismo perante o desespero crescente dos minhotos à medida que o tempo se esgotava sem que o golo surgisse. Essa injeção de confiança foi a pólvora que deu força ao tremendo remate de Tarantini que virou literalmente a mesa. Novamente a correr atrás do prejuízo (em 6 jogos oficiais no Axa o Sp. Braga só marcou primeiro frente ao Belenenses), a sensação de filme repetido agravou o nervosismo geral.

Com a cabeça atarantada, os Guerreiros atacaram, sim, mas sem sombra de juízo. Uma vez mais se confirmou a regra de que, quando a pressão aperta, o cérebro pára, a equipa persiste no erro e não sabe como desorganizar os adversários. As lacunas são evidentes e foram destapadas por quatro derrotas consecutivas (nas três últimas os arsenalistas ficaram em branco). Desgastado por decisões inevitáveis, mas que não produzem efeitos, o professor atirou avançados para cima do problema e terminou o encontro com um quarteto composto por Pardo, Hugo Vieira, Éder e Edinho. Literalmente a tentar o impossível face a um jovem guardião Ederson (rendeu Salin por lesão) que nem sujou a camisola.

Feridas

Esgotado o stock de paninhos quentes, se calhar é altura de começarem a ser colocados dedos nas feridas no Axa, antes que as visitas a Benfica e FC Porto consumem o colapso que se anuncia caso nada mude. Falta química na equipa e não faz sentido que jogadores com estatuto, mas baixo rendimento, recriminem quem falha um passe ao invés de darem o exemplo em nome da coesão do grupo. O Sp. Braga parece afetado por um perigoso vírus que, provavelmente, só será curado através de decisões dolorosas, mas firmes. Falta saber de Jesualdo resiste até à reabertura do mercado...

MELHOR EM CAMPO

Tarantini. O primeiro jogador rio-avista a somar 2 golos na 1.ª Liga esta época. Depois de Alvalade, impôs o talento noutro grande palco

MOMENTO

Aos 72’, Jesualdo meteu a carne toda no assador. Juntou Edinho e Pardo e Éder e Hugo Vieira. Um esforço que não teve efeitos

NÚMERO

332 - minutos é o que o Sp. Braga leva sem marcar desde o tento de Alan ao Sporting


http://www.record.xl.pt/Futebol/Nacional/1a_liga/interior_premium.aspx?content_id=852215

domingo, 27 de outubro de 2013

Record - 27-10-2013

Rio Ave-Gil Vicente, 0-1: Tiro na monotonia matou sorte do jogo
RIO AVE CAI PERANTE GIL MUITO CIOSO
Domingo, 27 outubro de 2013 | 00:23
Autor: ANTÓNIO MENDES
Fotos: AMÂNDIA QUEIRÓS


O Rio Ave não atina em casa e o Gil Vicente ganha pela primeira vez fora de portas. Duas conclusões de um jogo que chegou a ser mau, mas que serviu para colocar os galos de Barcelos com a crista bem levantada.

Consulte o direto do encontro.

A equipa de João de Deus já não perde um jogo desde a visita ao Dragão, a 14 de setembro, o que é de assinalar e em Vila do Conde percebeu-se a razão. É que esta equipa gilista é muito ciosa a cumprir o plano tático e na estratégia raramente vacila, dando prioridade à segurança do seu jogo mesmo quando está no momento ofensivo. Assim, corre mais o bom risco de ganhar, apesar de nem todos gostarem de um futebol destes. Mas é o que é e este Gil Vicente lá caminha seguro para os seus objetivos.

Ontem, os visitantes até nem necessitaram de ser tão cínicos, pois em boa verdade o Rio Ave só assustou verdadeiramente na entrada do jogo. Aí, os galos controlaram as coisas com alguma serenidade e, aos poucos, assim como quem não quer a coisa, foram-se aproximando mais da baliza de Salin.

A primeira boa oportunidade, de resto, está na cabeçada de Diogo Viana, que Salin evitou com desvio para canto (16’), seguindo-se um livre muito perigoso de Luís Martins, que o guardião do Rio Ave também defendeu (27’). Esta dupla haveria de estar em confronto bem mais tarde, como se pode perceber na ficha do jogo que está aqui ao lado, pois o esquerdino à segunda já não deu hipóteses ao francês, atirando uma bomba que explodiu com estrondo no poste e entrou no outro lado da baliza. Isto foi aos 79 minutos, no momento do jogo, como é óbvio, mas para lá chegarmos e perceber que há alguma justiça no marcador é preciso reforçar que o Rio Ave só conseguiu ter uma grande oportunidade de golo, mas Tarantini desviou para cima da baliza o primoroso canto de Ukra (38’). O que se passou então entre este momento e o decisivo?

É simples: o Rio Ave tentou mostrar que queria ganhar e o Gil Vicente procurou melhor a felicidade que encontrou. A entrada de Del Valle para a segunda parte ainda mexeu, mas quando se pensava que o Rio Ave ia finalmente dar tudo para acabar com o estigma dos jogos em casa, onde averbou a terceira derrota consecutiva, foi o Gil Vicente que pegou no encontro, sempre sem necessitar muito de carregar no acelerador, acabando por garantir uma vitória que tem tanto de preciosa como de natural. Sim, porque foi Paulinho que ainda acertou na barra de Salin, aos 57 minutos, enquanto os homens da casa conseguiram o mísero dado estatístico de dois remates na 2.ª parte, só um deles enquadrado, e o primeiro canto aos 90+2’...

Árbitro: Manuel Oliveira (nota 3)

O árbitro do Porto não teve um jogo muito difícil, até porque não há lances a deixar dúvidas, sendo que Manuel Oliveira acabou por segurar as poucas emoções do jogo com os cartões, punindo excessos nas entradas. Aí só pecou porque não manteve a coerência e alguns ficaram por mostrar.

Melhor em campo: Luís Martins (nota 4)

Acabou por resolver um jogo que parecia condenado ao nulo. Um enorme remate de pé esquerdo para um grande golo!

Momento

O do golo de Luís Martins, claro, pois foi aí que se perceberam duas coisas: a vitória do Gil era inevitável e o Rio Ave ficou KO...

Número

2 Para quem tinha de investir mais na vitória é pouco! São os remates do Rio Ave na 2.ª parte.


http://www.record.xl.pt/Futebol/Nacional/1a_liga/interior_premium.aspx?content_id=850882

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Record - 21-10-2013

Esp. Lagos-Rio Ave, 0-3: Um ar que lhes deu no começo da festa
EFICÁCIA NAS BOLAS PARADAS DECIDIU RAPIDAMENTE
Segunda-Feira, 21 outubro de 2013 | 01:24
Autor: ARMANDO ALVES
Fotos: FILIPE FARINHA

Tarantini vai às alturas cabecear uma bola que foi a primeira a entrar na baliza, logo aos 4’.
O Rio Ave segue em frente na Taça de Portugal, batendo com facilidade um Esperança de Lagos que sentiu vertigens na fase inicial da partida: dois lances pelo ar, de bola parada, foram bem aproveitados pelos vila-condenses e logo aí mais de meia questão ficou resolvida.

Consulte o direto do encontro.

Não foi um jogo bonito, longe disso, e a equipa de Nuno Espírito Santo privilegiou a segurança e a eficácia. Por um lado, retirou espaços aos algarvios, impedindo que estes saíssem em transições rápidas (muito importante o papel de Roderick e Tarantini nesse capítulo), e por outro aproveitou bem as ocasiões criadas – o golo que abriu a contagem surgiu no primeiro remate à baliza.

Com apenas “meia equipa” de titulares (cinco dos jogadores utilizados de início costumam fazer parte das opções habituais do técnico dos vila-condenses e Roderick também tem atuado regularmente), o Rio Ave entrou num ritmo alto e essa atitude revelou-se determinante.

Planeado

Ficou evidente, da parte dos vila-condenses, o claro propósito de querer marcar diferenças cedo, para evitar surpresas, e pode dizer-se que a equipa, mesmo “amputada” de algumas das suas unidades mais influentes, cumpriu a preceito o plano traçado.

Os lacobrigenses não tiveram grandes oportunidades para reagir à desvantagem – a equipa concluiu a metade inicial sem um remate à baliza e o primeiro remate só surgiria aos 55’ – mas o 0-2 ainda permitia uma réstia de... esperança, desfeita bem perto do intervalo, no aproveitamento de uma transição rápida, com Diego Lopes a abrir caminho a uma conclusão fácil de Nuno Lopes, porventura no lance mais bonito de toda a tarde.

A segunda parte não teve história. O conjunto de Lagos, com interessante fio de jogo, mostrou boa atitude e procurou o golo de honra (dispondo agora, finalmente, de algum espaço), embora sem criar grandes ocasiões para que tal sucedesse. Um remate de Janita, por alto (68’), na conclusão de um bom movimento coletivo, terá sido o melhor momento do Esperança de Lagos, no capítulo ofensivo.

Compreensivelmente, o Rio Ave encarou a etapa complementar de forma menos intensa, não deixando, porém, de mostrar-se – e de uma forma clara – como o conjunto mais perigoso. Sobressaiu, neste período, a qualidade de Fábio Sapateiro, com um punhado de intervenções de grande qualidade, e o desacerto de Hassan, que lutou muito na procura de um golo, mas mostrando grande desacerto na finalização, com duas perdidas de... bradar aos céus.

Árbitro: Bruno Esteves (nota 4)

O jogo não ofereceu dificuldades de maior mas Bruno Esteves teve o mérito de não complicar o fácil, rubricando um trabalho sem margem para grandes reparos, tanto do ponto de vista técnico como no que concerne ao domínio disciplinar. Os jogadores diga-se, não lhe criaram problemas, imperando o desportivismo.

Melhor em campo: Ukra (nota 4)

Cruzamentos bem medidos nos dois primeiros golos e uma metade inicial sempre num ritmo acelerado, mostrando-se decisivo.

Momento

O terceiro golo, à beira do intervalo, resolveu de vez a questão, deixando o Esperança de Lagos completamente fora do jogo.

Número

55 Minuto do primeiro remate do Esperança, por Diogo Santana; frouxo e sem perigo.

http://www.record.xl.pt/seccao/interior_premium.aspx?content_id=849955

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Record - 17-10-2013

Roderick: «Fui um alvo»
DEFESA EXPLICA RAZÕES DA SAÍDA DA LUZ
Quinta-Feira, 17 outubro de 2013 | 08:07
Autor: PEDRO MALACÓ
Fotos: CARLOS GONÇALVES


Chegou ao Benfica com 9 anos e estreou-se na equipa principal aos 18, mas teve de mudar o rumo aos 22 devido ao sucedido no jogo do título frente ao FC Porto.

RECORD – No início de 2013 renovou contrato com o Benfica por cinco épocas, mas em agosto foi apresentado em Vila do Conde. Assinou com o Rio Ave até 2019?

RODERICK MIRANDA – Neste momento sou jogador do Rio Ave até 2019. Assinei por cinco anos e estou em Vila do Conde para ajudar ao máximo este clube a alcançar os seus objetivos.

Roderick disputou com Kelvin o lance cujo desfecho permitiu ao FC Porto passar para a frente do campeonato aos... 90’+2.
R – A decisão de sair do Benfica partiu do Roderick ou foi uma ideia do treinador Jorge Jesus ou do presidente Luís Filipe Vieira?

RM – A decisão de sair do Benfica partiu de mim, principalmente porque queria jogar com outra regularidade. Depois de uma reunião em que o assunto foi discutido falei com o presidente e com o meu empresário. Chegámos então a um consenso que a melhor solução seria esta.

R – Foram vários os clubes da Liga que manifestaram vontade de contar com os seus serviços. Qual foi a razão que o levou a escolher a equipa de Vila do Conde?

RM – O Rio Ave demonstrou interesse há três anos, mas só agora surgiu a possibilidade e senti que seria o momento certo para apostar neste clube. Como acreditavam em mim há muito tempo esta decisão é também um voto de confiança.

R – Consegue explicar o motivo pelo qual não conseguiu afirmar-se ao serviço do Benfica?

RM – Para um jovem poder afirmar-se em qualquer clube tem de haver uma aposta e, se depois há resultados, não se pode tirar o jogador no encontro a seguir porque isso nunca vai dar tempo para a afirmação. Faltou alguma regularidade na utilização, nomeadamente do treinador apostar em mim mais vezes seguidas. No entanto, o Benfica é um clube muito grande, está habituado a grandes desafios e contava com muitos internacionais para a minha posição. Tudo somado fazia com que fosse difícil ter oportunidades e eu compreendo isso. Provavelmente devia ter saído mais cedo para ter possibilidade de atuar com mais regularidade. Não aconteceu e agora estou aqui no Rio Ave.

Se tivesse ficado no Benfica os adeptos poderiam olhar-me de modo diferente

Roderick

R – Regressar ao Benfica é um objetivo?

RM – O único objetivo que alimento é o de mostrar o meu valor. Seja aqui, no Benfica ou noutro clube o que quero é retribuir e dar alguma coisa ao futebol. A carreira é curta e espero aproveitar os anos que me restam da melhor forma.

R – Na época passada só realizou dois jogos na Liga portuguesa pelo Benfica e esteve no jogo que permitiu ao FC Porto passar para a frente do campeonato. Se o lance que resultou no golo do Kelvin tivesse um desfecho diferente a sua carreira teria tido outro rumo?

RM – Não sei, não consigo fazer essa leitura, mas também não adianta entrar por aí. Foi um lance fortuito e não há muito mais para falar sobre o assunto. Agora resta-me esquecer isso e, daqui para a frente, tentar realizar um caminho recheado de coisas boas.

R – Sentiu-se responsável pelas consequências do desfecho desse lance ou alguém o fez sentir responsável pelo que aconteceu no Estádio do Dragão?

RM – Não quero falar sobre o lance, mas senti que fui responsabilizado por muitas pessoas e por muita comunicação social. Sei que a crítica faz parte do meio e que um jogador profissional tem de estar preparado para lidar com essa questão, mas é óbvio que fiquei um bocado abalado porque fui um alvo. Também é por isso que entendo que a decisão de sair foi um passo positivo para a minha carreira. Caso contrário, se tivesse ficado no Benfica os adeptos poderiam olhar-me de modo diferente...

R – Qual foi o melhor avançado que defrontou?

RM – Radamel Falcão. É muito bom. Um perigo constante dentro da área porque é muito inteligente a ler os espaços.

R – Só tem 22 anos mas já jogou em Espanha e Suíça. Sente-se seduzido por alguma competição?

RM – Desde a infância sempre tive a curiosidade de jogar na Liga inglesa. Na época passada estive no Deportivo e quem gosta de futebol gosta de ver bom futebol. Na Espanha isso acontece porque todos jogam para vencer.

R – Este será a época da sua afirmação na Liga?

RM – Só o tempo o dirá, mas o meu principal objetivo é ser útil. Qualquer jogador ambiciona jogar com regularidade e também foi por isso que tomei a opção de vir para Vila do Conde. Tenho de merecer a confiança do treinador, até porque sou apologista de que o passado não conta para nada e todos têm de conquistar o presente e o futuro. Se não demonstrar o meu potencial ninguém vai acreditar em mim.

R – Sente-se mais confortável a central ou a médio?

RM – Nas escolinhas fui ponta-de-lança e com o tempo fui recuando. Só nos juvenis é que cheguei a central, onde realizei a maior parte do meu percurso. Nenhuma das posições me é estranha e estou disponível para desempenhar as duas funções, mas reconheço que o sítio onde me sinto mais confortável é no eixo da defesa.

R – Foi titular pela primeira vez na última jornada. Contava estar a jogar com mais regularidade no final da 7.ª ronda do campeonato?

RM – Cheguei ao Rio Ave tarde, quase no início do campeonato. A equipa estava mais ou menos formatada e os resultados estavam a ser favoráveis, por isso encarei com naturalidade o cenário e tive de esperar pela minha oportunidade.

R – O Rio Ave na época passada foi uma das equipas sensação. Este grupo pode alcançar um desempenho semelhante?

RM – O objetivo é garantir a permanência o mais rápido possível. Quando conseguirmos essa meta poderemos abordar outras fasquias, mas é prematuro falar sobre isso porque a prioridade é garantir a continuidade na 1.ª Liga.

R – Por que razão o Rio Ave tem mais pontos fora do que em casa?

RM – Perdemos alguns pontos em casa por falta de eficácia, porque quando temos ocasiões fora de casa fazemos golos. Não creio que seja devido a ansiedade porque a abordagem nos dois contextos é idêntica. Resta-nos ser mais mortíferos, porque cada vez é mais complicado criar ocasiões e quando elas aparecem não podemos perdoar.

domingo, 1 de setembro de 2013

Record - 1-9-2013

Arouca-Rio Ave, 1-0: Visitados tiveram cabeça para fazer história
PRIMEIRA VITÓRIA FRENTE A RIO AVE DE EXPECTATIVA
Domingo, 1 setembro de 2013 | 22:09
Autor: PEDRO MALACÓ

Uma cabeçada fulgurante de Roberto mesmo ao cair do pano (87’) garantiu a primeira vitória do Arouca na Liga. Um desfecho ajustado após um desenrolar muito sofrido, quase em ritmo de treino, e em que o Rio Ave adotou uma postura de expectativa demasiado cedo.

Consulte o direto do encontro.

Devagar, devagarinho, o Arouca cresceu no jogo, assumiu as despesas, aumentou a intensidade após o período de descanso e foi premiado com um golo de belo efeito, naquele que foi o melhor lance do desafio.

Até lá, começou melhor o Rio Ave. A formação orientada por Nuno Espírito Santo arrancou com mais amplitude e soube tirar partido da dinâmica que Ukra e Braga apresentaram nas alas para criar espaços no meio-campo adversário.

Um ímpeto, contudo, demasiado efémero para alimentar a atitude que Hassan demonstrou na linha da frente e para poder aplicar o seu instinto de matador na área. Um desequilíbrio que também só durou 20 minutos e que poucas situações de perigo trouxe para o guardião Cássio, atendendo à falta de discernimento que a linha ofensiva vila-condense apresentou.

Dissipada a ansiedade inicial, o miolo do Arouca soltou-se, equilibrou as operações e apresentou alguma audácia, até a contrariedade física de Romário obrigar Pedro Emanuel a realizar uma substituição ainda antes da meia hora de jogo. Contudo, a entrada forçada de Roberto, que acabou por revelar-se fulcral, também revestiu o ataque arouquense com outra objetividade, graças não só à leitura de jogo que David Simão e Bruno Amaro emprestaram à zona de construção como à postura de equilíbrio que Soares imprimiu na zona mais recuada, travando quase todas as investidas de transição dos vila-condenses. Uma coesão que balanceou o coletivo para o meio-campo adversário, mas que não proporcionou muitas situações de desequilíbrio, já que tanto Pintassilgo, sempre muito solicitado, como André Claro raramente tiraram proveito das muitas bolas à sua disposição.

Aposta

Apesar de tolhido ao seu meio-campo, o Rio Ave procurou controlar a toada previsível do Arouca, Uma estratégia eficaz até Pedro Emanuel lançar Paulo Sérgio em jogo. O irrequieto extremo soube procurar espaços interiores para confundir a marcação vila-condense e, no melhor lance de envolvimento do encontro, após uma sucessão de tabelas com Bruno Amaro, cruzou com precisão para a antecipação de Roberto fazer história. Em desespero de causa, Nuno Espírito Santo ainda lançou Roderick para o chuveirinho final, mas o Arouca fez por merecer o final feliz da história do jogo.

Árbitro: Bruno Esteves (nota 4)

A velocidade moderada da partida permitiu-lhe acompanhar de perto todos os lances de um jogo sem decisões complicadas. O juiz sadino aplicou bem a lei da vantagem em praticamente todas as circunstâncias, como também puniu disciplinarmente todos casos com rigor nas poucas vezes que o jogo o exigiu.

Melhor em campo: Roberto (nota 4)

Essencialmente pela cabeçada fulgurante em antecipação que escreveu a história do jogo e que ditou a primeira vitória do Arouca.

Momento

Golo do Arouca (87’) foi mesmo ao cair do pano e fez levantar as pouco mais de mil pessoas que assistiram ao jogo.

Número

1 O Rio Ave sofreu o primeiro golo da época e, por consequência, a primeira derrota.

http://www.record.xl.pt/Futebol/Nacional/1a_liga/interior_premium.aspx?content_id=841818

domingo, 18 de agosto de 2013

Record (18-8-2013)

Nau azul à deriva ao largo do Rio Ave
VILA-CONDENSES MARCARAM AOS 4 MINUTOS
Domingo, 18 agosto de 2013 | 22:28
Autor: JOÃO PEDRO ABECASIS
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O Rio Ave conseguiu no Restelo uma vitória tão expressiva quanto justa por 3-0, confirmando a apetência para criar problemas quando joga fora de casa e servindo-se da maior experiência dos seus jogadores para controlar uma partida em que se adiantou logo aos 4 minutos.

Consulte o direto do encontro.

O Belenenses, por seu lado, mostrou ansiedade, acusou o golo sofrido cedo e não corrigiu ainda os problemas revelados na pré-época, isto é, problemas ao nível da concentração defensiva e objetividade na hora de rematar para o golo.

Foram, contudo, os azuis a prometer de início, entrando bem e mostrando que queriam resolver cedo o jogo perante os seus adeptos. De tal forma que o golo esteve perto de acontecer logo no primeiro minuto, quando Rodríguez cortou a bola para a sua própria baliza, na sequência de um canto. Valeu o corte providencial de Edimar em cima do risco. Com um esquema diferente do habitual, com Tiago Silva deslocado para a esquerda e Danielsson a organizar, o cariz ofensivo era evidente, mas a verdade é que o ímpeto inicial esfumou-se depressa, porque os vila-condenses reagiram de pronto.

Atuando em esquema semelhante ao dos azuis (4x2x3x1), com dois médios defensivos – Wakaso e Tarantini – que se entenderam bem e transmitiam consistência, a equipa de Nuno Espírito Santo acordou e explorou uma das maiores fragilidades dos azuis, as faixas laterais, para se adiantar no marcador. Logo aos 4 minutos, Tarantini viu bem o corredor esquerdo completamente aberto e desmarcou Braga, que atirou cruzado para o primeiro golo.

Controlo

Esperava-se a reação do Belém, mas o momento do golo foi determinante para aquilo que iria passar-se a seguir. O Belenenses passou a ser uma nau à deriva ao largo de um Rio Ave que controlava a toda a largura do terreno.

É verdade que o Belenenses podia ter marcado antes do intervalo, quando Fredy, bem desmarcado por Fernando Ferreira, cabeceou isolado para a defesa por instinto de Salin, e também em cabeçada de Diakité ao segundo poste, mas o Rio Ave mostrava-se mais adulto, circulava bem a bola e podia ter dilatado aos 36 minutos, quando Ukra rematou à barra.

Na segunda parte, Arsénio, Miguel Rosa e Deyverson transmitiram dinâmica aos azuis, mas as fragilidades defensivas não desapareceram e o Rio Ave voltou a marcar aos 56 minutos por Rodríguez, que completou ao segundo poste o desvio de Marcelo em canto da esquerda, e a aproveitar a ausência de Paulo Jorge na esquerda para fixar o resultado por Del Valle, que correspondeu da melhor maneira ao passe fatal de Braga.

Árbitro: Rui Silva (nota 4)

Uma arbitragem muito positiva aquela que Rui Silva conseguiu ontem no Restelo. É verdade que os jogadores não lhe criaram grandes problemas, o que lhe facilitou a missão, mas tentou sempre não interferir e ajuizou com critério na maior parte dos lances.

Melhor em campo: Braga

Um extremo de grande valor que deixou em água a cabeça dos laterais azuis. Marcou o primeiro golo e fabricou o terceiro.

Momento

O primeiro golo do Rio Ave obtido logo aos 4 minutos. Transmitiu serenidade e permitiu aos vila-condenses controlar até final.

Número

17 - O número de faltas cometidas pelo Rio Ave. Exagerado, mas retirou ímpeto aos azuis.


http://www.record.xl.pt/Futebol/Nacional/1a_liga/interior_premium.aspx?content_id=839337